quarta-feira, 16 de março de 2011

E então...

Não sei se por medo ou por coragem resolvi me respeitar.
Já trilhei caminhos escuros, que nem sabia onde pisar.
Vasculhei nos meus armários e encontrei as dores lá,
Esperando por respostas ou talvez aberturas para entrar
Recordei as minhas lágrimas, que muitas vezes preferi calar
Me recolhi diante de atos que me faziam relembrar,
Um passado tão presente que muitas vezes fez meu pranto rolar

Não sei se por força ou por fraqueza decidi me escutar
Como um antídoto pro veneno não me deixo mais tomar,
Fujo, corro rapidinho, pra não mais me alcançar
Aquela dor tão doída que me manda rastejar.
Nada posso fazer com os que vivem a julgar,
Nossos atos tão  insanos, que insistem em se mostrar
Mas o que fazer se a vida encontra-se sempre a renovar?

Não sei se por felicidade ou lealdade preferi me encontrar,
Num caminho mais tranqüilo com as luzes a me guiar,
Num delírio tão mundano que o divino se fez  provar,
Na paz tantas vezes buscada, que insistia em burlar
Me enganando tantas vezes até o coração implorar:
“Te olhas profundamente e tua calma encontrarás”.
Na verdade ouvi essa voz que me ensinou a mudar
É a voz da experiência, que cedo ou tarde vem nos abraçar.

                                        Mara Cristina Chacon de Mesquita

Nenhum comentário:

Postar um comentário