Foi um ano de muita luta, mas também de grandes vitórias. Um ano em que caminhei em vários terrenos contrários, da alegria de me mostrar ao mundo à vontade de ficar calada até comigo mesma. Ano que fiz a viagem que tantas vezes passei e repassei em meus pensamentos e foi exatamente o que havia imaginado. Ano em que pessoas se afastaram, porém nesta balança a proximidade de amigos e a percepção de que os amo foi infinitamente mais significativo, mas tendo sempre em mente que se os afastados quiserem voltar estarei de braços abertos. Um ano cheio de boas surpresas, mas como não poderíamos conhecer a alegria sem passar pela dor, também tive decepções.
Chorei as dores diversas de vários amigos, por outro lado ri a felicidade em proporção maior. Descobri que ainda não sei ignorar as perdas, mas que tenho forças para superá-las. Vi que toda escolha traz uma renúncia e que tive coragem de fazer muitas delas. Percebi que perdoar é consequentemente tranqüilizar a alma e que reconhecer o erro, pedir o perdão é um ato que somente os fortes são capazes de realizá-lo.Treinei inúmeras vezes o não pré-julgar, pois já o fiz tanto que reconheci que esperar e agir com calma é sinal de inteligência, maturidade e justiça. Aprendi com mais profundidade o significado da palavra doação e que até mesmo em ouvir um amigo estamos nos doando. Entendi que as coisas não acontecem a meu tempo, mas no tempo de alguém que é infinitamente amoroso e que pra Ele não importa o quão imperfeita eu sou Ele sempre estará comigo. Participei (de longe ou de perto) de momentos em que vidas mudaram da morada terrena para um outro plano ainda desconhecido por nós como a própria vida o é. E por não termos provas concretas e um contrato assinado DEUS (licença ao meu amigo Vinícius de Morais) sofremos a dor da saudade. E por falar em SAUDADE, que coisinha má, é uma palavra que tem o poder de machucar a alma de uma maneira tão doída que nos deixa enfermos em um sentimento de impotência. Também senti muitas saudades, umas posso resolver enquanto outras...
Compreendi que na maioria das vezes buscamos a felicidade de acordo com a visão alheia, todavia a minha descobri no sorriso de meu filho que sempre vem acompanhado de um “MÃE EU TE AMO MAIS QUE O INFINITO”, na volta pra casa, na conversa com os amigos, no resolver problemas, enfim, no dia-a-dia. Vi que o “nunca” e o “sempre” são tempos muito longos para serem obedecidos, então optei pelo “enquanto durar”. Comprovei mais uma vez que o mundo dá muitas voltas e que é bem melhor fazer o bem para que ele volte a você, já que o mal também faz o mesmo ciclo. Quebrei promessas feitas pra mim, no intuito de evitar sofrimentos desnecessários, mas não desisti de nenhuma. Enfim, “se chorei ou se sofri o importante é que emoções eu vivi” como diz meu amigo Roberto.
Metas? Esperanças? Tenho muitas para este ano que já está mostrando seu rosto. Quero novos amigos, mas principalmente manter os que hoje tenho, quero crescer, mas até ainda poder ver minha base, quero aprender a ser feliz.
Desejo que este Natal traga o renascimento da bondade, da paz, do discernimento e do perdão em nossos corações e que o Menino Jesus traga com ele o verdadeiro sentido da salvação para as nossas vidas.
Desejo um 2011 cheio de surpresas boas, dinheiro (lógico né?), prosperidade, realizações, amizades verdadeiras, tranqüilidade, paz, saúde e que o sentimento do amor chegue em toda sua plenitude!
Que Deus abençoe a todos.
FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!
Mara Cristina Chacon de Mesquita