quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Considerações e aprendizagens

Foi um ano de muita luta, mas também de grandes vitórias. Um ano em que caminhei em vários terrenos contrários, da alegria de me mostrar ao mundo à vontade de ficar calada até comigo mesma. Ano que fiz a viagem que tantas vezes passei e repassei em meus pensamentos e foi exatamente o que havia imaginado. Ano em que pessoas se afastaram, porém nesta balança a proximidade de amigos e a percepção de que os amo foi infinitamente mais significativo, mas tendo sempre em mente que se os afastados quiserem voltar estarei de braços abertos. Um ano cheio de boas surpresas, mas como não poderíamos conhecer a alegria sem passar pela dor, também tive decepções.
            Chorei as dores diversas de vários amigos, por outro lado ri a felicidade em proporção maior. Descobri que ainda não sei ignorar as perdas, mas que tenho forças para superá-las. Vi que toda escolha traz uma renúncia e que tive coragem de fazer muitas delas. Percebi que perdoar é consequentemente tranqüilizar a alma e que reconhecer o erro, pedir o perdão é um ato que somente os fortes são capazes de realizá-lo.Treinei inúmeras vezes o  não pré-julgar, pois já o fiz tanto que reconheci que esperar e agir com calma é sinal de inteligência, maturidade e justiça. Aprendi com mais profundidade o significado da palavra doação e que até mesmo em ouvir um amigo estamos nos doando. Entendi que as coisas não acontecem a meu tempo, mas no tempo de alguém que é infinitamente amoroso e que pra Ele não importa o quão imperfeita eu sou Ele sempre estará comigo. Participei (de longe ou de perto) de momentos em que vidas mudaram da morada terrena para um outro plano ainda desconhecido por nós como a própria vida o é. E por não termos provas concretas e um contrato assinado DEUS (licença ao meu amigo Vinícius de Morais) sofremos a dor da saudade. E por falar em SAUDADE, que coisinha má, é uma palavra que tem o poder de machucar a alma de uma maneira tão doída que nos deixa enfermos em um sentimento de impotência. Também senti muitas saudades, umas posso resolver enquanto outras...
            Compreendi que na maioria das vezes buscamos a felicidade de acordo com a visão alheia, todavia a minha descobri no sorriso de meu filho que sempre vem acompanhado de um “MÃE EU TE AMO MAIS QUE O INFINITO”, na volta pra casa, na conversa com os amigos, no resolver problemas, enfim, no dia-a-dia. Vi que o “nunca” e o “sempre” são tempos muito longos para serem obedecidos, então optei pelo “enquanto durar”. Comprovei mais uma vez que o mundo dá muitas voltas e que é bem melhor fazer o bem para que ele volte a você, já que o mal também faz o mesmo ciclo. Quebrei promessas feitas pra mim, no intuito de evitar sofrimentos desnecessários, mas não desisti de nenhuma. Enfim, “se chorei ou se sofri o importante é que emoções eu vivi” como diz meu amigo Roberto.
            Metas? Esperanças? Tenho muitas para este ano que já está mostrando seu rosto. Quero novos amigos, mas principalmente manter os que hoje tenho, quero crescer, mas até ainda poder ver minha base, quero aprender a ser feliz.
            Desejo que este Natal traga o renascimento da bondade, da paz, do discernimento e do perdão em nossos corações e que o Menino Jesus traga com ele o verdadeiro sentido da salvação para as nossas vidas.
            Desejo um 2011 cheio de surpresas boas, dinheiro (lógico né?), prosperidade, realizações, amizades verdadeiras, tranqüilidade, paz, saúde e que o sentimento do amor chegue em toda sua plenitude!
            Que Deus abençoe a todos.
FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!
                                    
Mara Cristina Chacon de Mesquita

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim.

                                                               Luciana Brilhante

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Vivamos!

   Desacelerei a vida um pouco nesta noite pra perceber as coisas e pessoas que me rodeiam. Sabe o que é interessante? Descobri que por termos o costume de exigir e desejar o que não possuímos tornamo-nos infelizes.Mas consigo provar em poucas palavras que a maioria das pessoas que conheço tem a felicidade como meta inalcançável, porém vivem cercadas dela não permitindo entrada livre pro dia-a-dia.
   Insisto em dizer, e que me conhece sabe, que só falo por mim. Comecei a ver minha família, pois é, eu tenho uma família, que briga, se desentende, que tem defeitos (se eu tenho inúmeros como posso exigir a perfeição?), mas que na hora do " pega pra capar" tá ali, do meu lado, apoiando, "segurando a barra", enfrentando dificuldades, defendendo e os defeitos nesta hora desaparecem. Sabe aquele dia infernal no trabalho (notaram que eu tenho um emprego não é?), que tu tem vontade de sumir? Aí vou pra casa e vejo o sorriso mais lindo e sincero que vem junto com um "EU TE AMO"! Pergunto: Cadê os problemas? Onde eles se escondem nessa hora?
   E quem não tem isso? Volta pra casa e nada? Putz! Não é que tenho uma casa pra voltar? Tenho um lugar pra morar! Massa né?
   Aí me encontro cheia de confusões, dúvidas, decepções, naquela fase de "PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER"! Então decido ligar para os amigos pra distrair, tirar o peso das costas, ouvir conselhos, desabafar e o que percebo? É...tenho amigos, e o mais engraçado é que eles tem várias formas: Pais, irmãos, primos, colegas de trabalho, colegas de farras, parceiros de semelhanças, amores,ou seja,  estão por todos os lugares, até em lugares distantes que se tornam vizinhos por causa da internet. 
   Lembrei de duas das minhas maiores paixões, a lua e o mar. As minhas recordações me levam de volta há anos atrás onde estava sentada em uma falésia e tive uma visão das pinturas mais lindas que Deus me proporcionou, a luz da lua cheia beijando o mar como se fossem antigos amantes que foram separados pela distância física, mas que encontraram um jeito de estarem sempre juntos. 
   É meus amigos, a vida é uma pintura natural em que o pintor só teve uma idéia : a felicidade dos seus personagens. É verdade...cheia de dificuldades, mas maior que isso temos a própria vida! Então eu digo: ACORDA PRA VIDA RAPÁ, CORRE ATRÁS DO QUE TU QUER, MAS VALORIZA TUAS CONQUISTAS! 
  Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: É BONITA, É BONITA E É BONITA! (Mestre Gonzaguinha)


                         Mara Cristina Chacon de Mesquita 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Amor maior, Gabriel!

Te vejo tão lindo dormindo em meus braços
Antes de ti não acreditava nessa força
Um presente vindo como um amor puro e casto
E em teus olhos meu coração endossa

Em teus caminhos desejo muita felicidade
Em tuas escolhas quero sabedoria
Em tuas atitudes espero sobriedade
Mas em tua vida só quero alegria

Impossível comparar este sentimento
Pois te vejo como uma benção do Céu
Tentarei te dar os melhores ensinamentos
E mesmo tendo erros o acerto intento
Pois tu és o amor maior, meu filho Gabriel.

                                                    Mara Cristina Chacon de Mesquita

Efêmero

Te apegas insistentemente aos teus desapegos
E tua lua adquire mais fases que as conhecidas
Não te vejo caminhar na estrada do sossego
Mas buscando uma emoção falsamente florida

A solidão pode surgir de formas estranhas
Numa multidão de mentes vazias
Elogios tendo engano nas entranhas
Vendo ilusões como fortes guias

Promessas de eternidade são efêmeras
Sinceridades disfarçadas em meias verdades
Dormi em um sonho de tuas cadências
Acordei no pesadelo da tua falsidade.


                                                         Mara Cristina Chacon de Mesquita

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Liberdade na prisão

Não estou conseguindo ler os teus pensamentos
Vejo que no meio deles perdida me encontro
Mas em qual lugar dos teus desalentos
Entrarei pra fazer parte dos teus contos?

Já fui página de tuas inúmeras histórias
Mas um dia me tirastes do teu caminho
Perco-me no porquê de tuas voltas
Mas recordo-me que minha vida ficou em desalinho

Acompanho de longe tua vida interessante
Cheia de poemas, versos, prosas e músicas
Não te considero um cavaleiro errante
Mas um homem que se perde entre várias musas

Prefiro mil vezes ser desprovida do dom  de prever
Pois poderia me ver mergulhada em desilusão
Adoro deixar o futuro em liberdade acontecer
Mas já te coloquei no lugar certo em meu coração.


                                                Mara Cristina Chacon de Mesquita

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Secreto

Um corpo perfeito que leva meus pensamentos pra longe
Um olhar intenso me levando a um voar tão distante
Pergunto-me se tua exatidão não seria absurda
Deixando pra trás poucas vivências de uma estrada muda

Vejo-te em sonhos pois só assim tenho-te em completo
Desejos ardentes que meu ser encontra-se repleto
Um saudade que me ataca e meu peito devora
E em numa noite de paz a inquietude me mostra a aurora

Em devaneios imagino tua vinda  urgente e secreta
Em perigosas ilusões sinto-me vulgarmente desperta
Não sei ao certo o tempo  de tua infindável presença
Só posso dizer que em mim teu corpo  tornou-se sentença!






                                                                   Mara Cristina Chacon de Mesquita

Fases

Sigo ao certo sem saber onde esta dor vai parar
Com a mágoa morando em meu peito a me machucar
Nunca te cobrei nada além de sua consideração
Mas te vejo fugir de minha presença causando-me confusão

Estou em fases de esconder-me até da luz da lua
Pra não mostrar aos outros que a saudade em mim flutua
Percebo como uma peça de teatro a tua vida
E comparo-me até como uma expectadora  de seu samba na avenida

Mas uso os meus versos pra acalmar o coração
Neste modo não provoco nos que eu amo, a perturbação
Confesso porém que de ti ainda sinto fome
Mas, perdoa-me solidão, pois tuas dores não mais me consomem.



                                             Mara Cristina Chacon de Mesquita

Tempo, Tempo, Tempo mano velho!

Fazendo minhas caminhadas diárias, que confesso terem o objetivo maior de me equilibrar e pôr os pensamentos em ordem, comecei a atinar para certas coisas que não me trouxeram alegria. Quando criança, morava em uma vila  que tinham várias crianças onde os pais se revezavam nos dias da semana para serem levadas à escola. Vi muitas vezes meus pais esticarem mais um pouquinho ou se oferecer a ir deixar um colega na casa depois de uma farrinha, mesmo que isso significasse ir ao outro lado da cidade, porque pra eles, e digo que isso foi perfeitamente repassado aos filhos, uns litros de gasolina a mais não os deixariam mais pobres,porém traria uma riqueza maior ao espírito. Os vi preocupados em não terem respondido uma solicitação por fulano ou cicrano, que é uma pessoa que merece muita consideração e os percebia tentando solucionar tal desconforto. Ouvi muitas vezes me ensinarem a sempre tratar bem a todos, pois ninguém era melhor que ninguém.
Bom...e hoje hein? Como andam as coisas? Em minha visão encontra-se da seguinte forma:
- Vai ligar pra fulano?
- Não,depois eu falo.
- Uai mas você prometeu ligar...
-Prometi, mas isso é besteira, ele nem vai “se tocar”
E o problema vem porque o fulano “se toca”.
Ou
- Meninaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, recebi um depo/DM/ Mensagem do Zezim!
- Eita, que legal! Vai responder?
- Não, estou sem tempo.
Isso sem falar nas ligações posteriores, nos tratamentos de indiferença, mas isso serão cenas de um próximo capítulo.
Percebo que não temos tempo!Não temos tempo de ligar, não temos tempo de parabenizar, não temos tempo de responder, não temos tempo de conversar, não temos tempo de partilhar, enfim não temos tempo de viver de amar!
Sabe o que me preocupa?
E no fim?  Teremos muito tempo! Mas pra viver ao lado de quem? Já que não tivemos tempo pra cultivar este alguém?


                                Mara Cristina Chacon de Mesquita

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Contrários

Hoje o sono não me abraça
Me afagam as lembranças
Do teu corpo a me cercar
Me trazendo esperanças
Que um dia serei viva
Num navio com andanças
Onde o guia é a paz
E o fim a perseverança

Ao cair-me não te vejo
Abandonas-me à sorte
Não te culpo ò desejo
A  saudade traz a morte
De um dia que vivemos
E que nunca apagará
No coração está cravado
A espada do sonhar

Fostes meu por um tempo
Que não ouso em contar
Pois contando assim  estrago
O eterno em meu pensar
Uma imagem de saudade
Ficará a latejar
E nos  pulsos ainda sinto
O teu toque a me queimar

No meu medo da incerteza
A consciência não me assusta
Pois te dei também meu eu
E sem mais tu me abusas
Nos castelos que montamos
Esperamos uma história
De um amor pra sempre forte
E uma vida só de glórias

Não imaginei atos sem erros
Mas me destes a intenção
De sentir-me  para sempre
E agora assim me roubas o chão
Não pedirei o que deduzes
Pois  o amor ainda ergue
As escadas que me conduzem
E minha companhia ainda me segue.

Não desejo-te má sorte
Mas que sigas com alegria
Uma vida de liberdade
E uma noite nada fria
E ficarei  a sonhar
Numa penumbra sem dor
Onde a tristeza foi embora
E ao meu peito volta o calor.

                              Mara Cristina Chacon de Mesquita

Instantes

Não sei o que acontece comigo nas madrugadas, enquanto todos dormem as idéias ficam me rodeando e assim não consigo descansar como deveria, afinal já não me vejo tão nova em que posso me dar ao luxo de não dormir. Assisti hoje o filme Nosso Lar, sou católica apostólica romana, mas não me privo de conhecimentos,pois defendo a idéia de primeiro conhecer pra depois, se ainda persistir o intuito, criticar. O filme é bem interessante, mas não sei se minha alma de poeta ou de qualquer coisa parecida que sou, acho que não posso me definir de forma tão audaciosa, me atentei para uma frase: Quantos anos levamos para esquecer um instante? Imediatamente trouxe pra minha vida. Quanto tempo levo ou levarei pra tirar da memória , se é  que isso vai acontecer, um “mãe eu te amo do fundo do coração”, um beijo que não demorou mais que alguns segundos, um abraço tão apertado que afagou meu espírito, aquele olho no olho que te diz mais que muitas palavras, um amor feito de um jeito tão especial que transpassa qualquer tipo de entendimento. Cheguei a seguinte conclusão, alguns momentos NUNCA passarão porque são instantes eternos, são momentos que muitas vezes mostra que tua vida tem sentido, que você tem o verdadeiro amor,o que te mantém, o que te dá base pra enfrentar problemas, estes que insistem em aparecer na forma da decepção e muitas vezes pelas mesmas pessoas que nos fez sonhar, mas e daí? Em algum lugar no tempo aquilo foi uma verdade que te fez feliz. Percebi que quando o ser humano parar de ter o tempo contado em segundos que logo passam, quando aproveitarem mais as emoções e  entenderem que estas não devem vir de situações fúteis mas de uma forma que realmente merecem ser lembradas, que todo adeus na realidade é um até breve, porque, assim como o mundo, a vida dá muitas voltas, que o perdoar não é ser bobo ou ingênuo mas sim um indício de uma grande fortaleza que poucos tem no coração, que o procurar entender antes mesmo de apontar o dedo te traz paz ao coração pois evitará muitas injustiças e que finalmente o ajudar o próximo traz mais alegria ao bem feitor que ao ajudado, a felicidade virá em instantes que serão eternizados na memória por causa da plenitude em que o espírito humano se encontrará. Uns chamam a isso de utopia eu prefiro chamar de FUTURO! 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Saber Viver

Hoje percebi que jogamos fora  muito tempo de vida  nos preocupando com coisas realmente menores quando tomamos como objetivo a felicidade. Discutimos e afastamos pessoas que queremos perto com atitudes muitas vezes impensadas, mas que magoam muito. Somos impacientes com ações de outrem, mas sempre esperamos o perdão destes. Desperdiçamos com orgulho o que poderia ser uma relação de paz e amor, por quê? Porque admitir que gostamos ou que até amamos é se sentir vulnerável e se por a mostra pra críticas e chacotas. Mas eu pergunto: E daí??
E daí que fico boba quando vejo/ouço/falo com alguém que me faz despertar sentimentos bons?A isso chamo AMOR. E daí que me desdobro pra estar juntos de alguém que me faz bem? A Isso chamo SAUDADE.  E daí que perdôo atos que pra muitos são imperdoáveis? A isso chamo FELICIDADE. E daí que corro atrás de quem me magoou somente porque gosto desta pessoa? A isso chamo AMIZADE. E daí se me chamam de boba porque ouço as razões de uma pessoa que fez algo considerado sem razão? A isso chamo PAZ! E daí se amo, se sinto saudade, se me entrego de corpo e alma, se tenho amizades, se sou sincera esperando o crescimento do outro, se perdôo? A isso chamo VIVER!
Vi que prefiro viver intensamente, amar imensamente e perdoar infinitamente, pois assim consigo minha paz! Vi que o tempo é um juiz severo, mas também um calmante de almas. Vi que eu tenho que fazer tudo o que posso, inclusive o bem aos outros, expressar-me a quem amo (e aprendi com um amigo que existem realmente várias formas de amar), porque nunca sabemos quando será o fim, mas sei sim que quero deixar boas marcas em todos, nunca cicatrizes, que eu me sinta completa e que  sinta que vivi muito bem sem nunca ter tido a sensação da vida ter passado por mim, mas que ela foi essencial pelo menos pra alguém! E a isso chamo SABEDORIA!  
Mara Cristina Chacon de Mesquita

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A vida é um Circo!

Surge uma forte sensação que estou representando



Mas nunca querendo amar a outros por engano


Não sei como encenarei este papel


Sem que no final me vista de tão cruel






No circo da vida já me apresentei


Como vários artistas, já me acostumei


A fingir sentimentos para ser aceita


E cair aos prantos depois da peça feita






Já fui mágica fazendo sumir a verdade


Pra não machucar meu coração com tanta maldade


Já fui malabarista dos desgostos alheios


Mas com a pose certa, evitando anseios






Fui poeta em circo que nada tinha


Recitando versos que meu viver continha


Fui domadora dos leões que ameaçavam


Levar meu sorriso e minha fé nos que amavam






Hoje pinto no rosto um sorriso sem graça


E ponho um nariz vermelho pra fazer pirraça


Me transformei no artista mais querido


Aquele que traz a felicidade a pedidos






Entro no picadeiro mostrando alegria


Contando piadas em emoções vazias


Sou um palhaço, um grande ator


Pois escondo no peito você, minha grande dor!


                                                           Mara Cristina Chacon de Mesquita


Perfil

Transformações à parte, peço licença para desvendar meu ato



Nas estradas da vida percebo o que me vem acontecer de fato


Tornei-me tão fiel à minha verdade que outras verdades tornaram-se irreais


Aprendendo a compreender as mentes noturnas de pessoas amorais






Na ânsia de desvendar pensamentos me vi parada no tempo da dor


Crescendo de forma errada e ascendendo sentimentos sem cor


Percebendo que o maior valor está na realidade das ações


Que palavras belas já não me davam a certeza de fiéis corações






Encontrei respostas que procurava ao longe em minh´alma


Transformei meu coração numa rocha que permite o amor e a calma


Entendi termos defeitos, mas a alguns não me permito dividir morada


Que alguns porquês me dizem como seguir em terras arrasadas






Trago a alegria de cada sofrimento transformado em lição


Carrego no peito a certeza de que sempre estarei aqui aos meus de coração


Por Deus não consigo cultivar mágoas pois elas me trazem a morte


Mas aprendo e me defendo se preciso for. Nunca brinco com a sorte.






Decido neste momento fechar as cortinas de um teatro da vida real


Em que os vários atores não mais brigam pelo papel principal


A casa da minha realidade está por fim organizada


Esperando as melhores visitas de pessoas muito amadas






Não esperem de mim grandes juras de amor


Mas garanto a fidelidade e a atenção sem o falso pudor


A ausência de palavras não significa a falta de sentimentos


Mas tenham a certeza de que estarei aqui a cada momento



                                                                         Mara Cristina Chacon de Mesquita


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Minha Definição de Saudade

angústia de não poder resolver o que já está solucionado de uma forma tão simples no nosso coração



*a espera que não se cansa de machucar sem nunca nos dar chance de vencê-la


*é uma covardia sem fim ao qual não temos armas suficientemente fortes para derrotá-la


*e só nos resta a opção de conviver com ela e esperar que um dia a dor não seja mais tão doída e que a lembrança não seja mais tão presente em nossas mentes.


Mara Cristina Chacon de Mesquita






Escolhas

A solidão se mostra acompanhada
Por sonhos muitas vezes cruéis
Este sentimento me torna desalmada
Serão os pensamentos tão infiéis?

Julgar-me talvez não possa
Pois precisas me conhecer
Mas revelo-te barreiras impostas
Para minha ilusão não fenecer

Tivestes companhias de almas carentes
Onde tu te tornastes salvação
Sinto dizer-te, este comportamento não me pertence
Pois revela-me somente uma fortaleza de incompreensão

Nunca duvides do potencial humano
Ele pode impiedosamente te machucar
Procuras sim as almas verdadeiras
Pra que elas possam finalmente te acariciar

A busca da felicidade é constante
Em nossos caminhos nunca cessará
Então te digo menino: Segue adiante!
E no final de tua procura, quem sabe me encontrarás!


                                                           Mara Cristina Chacon de Mesquita

Sensações

Você chegou assim tão de repente e foi tomando lugar nos meus pensamentos. Chegou assim tão sorrateiro, que meu coração não soou o alerta de perigo, mas minha pele mais e mais desejava o teu toque e eu sem saber fui me entregando aos devaneios constantes de meus atribulados sonhos.



Quem te deu permissão de fazer isso? Quem te falou quem em mim a ti tudo seria permitido?


E as noites seguem quentes na cama fria sem teu corpo ao meu lado, a me aquecer a me despertar. Que sensação é essa de preenchimento e solidão que tua voz me traz?


Hoje me confundo entre o certo e o errado.Minha razão já causa desencontros e incertezas. Mas de tudo isso carrego uma lição de que para sempre tua alegria estará presa à minha emoção.






Mara Cristina Chacon de Mesquita


Evolução dos relacionamentos

Na  atualidade as relações “evoluíram”,mas me pergunto: Que tipo de evolução foi essa? Mas aí logo vem a resposta, é a evolução dos pensamentos e sentimentos separados do corpo, onde a mulher legal é aquela que consegue ir pra cama com o homem e se dar  como se desse um  Bom dia, sua família vai bem?  Outro dia não existe mais, ligar pra saber se está tudo bem? Nem pensar! É careta, é pegar no pé. O mais interessante é que as pessoas que chegam ao seu convívio dizendo que quer só uma aventura, em pouco tempo você a observa feito um pateta atrás de outra ou outro, cadê a aventura? Era só você? A paixão é um sentimento que atrapalha, que causa sofrimentos, por isso melhor evitá-la, transar tudo bem porque é um nível bom de intimidade, mas se apaixonar?? De jeito nenhum, aí já é intimidade demais. E assim a sociedade tomou a solidão como companheira.
- Ah, briguei com meu namorado!
- Por que?
-Porque ele descobriu que eu transei com fulano.
-Mas você gosta dele?
-Não , não, foi só o tesão do momento mesmo, nem nos falamos mais. Mas acho um exagero do meu namorado, foi só uma noite!
-É mesmo, que povo careta!

Sinceramente acredito que foi implantado um contrato invisível que algumas pessoas assinaram pra poder ter a chance de conseguir um relacionamento, e quem sabe , através destes relacionamentos instáveis e sem sentimentos,  surja  uma pessoa especial. Nessa busca acontecem as decepções e as promessas de NUNCA MAIS ME APAIXONO, AGORA VOU FAZER TODO MUNDO DE BOBO! Enquanto que não se percebe que o bobo é você . Não estou falando aqui em casamentos, mas em se entregar na totalidade, mesmo que seja várias vezes, mas que seja com um toque a mais. Talvez eu seja considerada careta, boba, mulher das cavernas, mas ainda defendo a idéia de fazer amor, ou seja, se envolver, se apaixonar, se apegar, ou qualquer outro sinônimo que explique um homem e uma mulher que se encontram de uma  tal forma que na hora do sexo é possível sentir cada centímetro da pele da outra pessoa, cada respiração entrecortada, cada toque. Onde o ato transcende o corpo e passa pra alma e assim se torna inesquecível.
Desculpem-me os evoluídos, mas eu sou careta!

Vida


A vida parece uma brincadeira
Criada a partir do teatro da ilusão
Preferimos incessantemente olhá-la da soleira
Das barreiras impostas em nosso coração

Neste parque entramos na roda gigante
Pra testarmos o nosso mundo de emoção
Em posições descobertas inconstantes
Onde de cima olhamos sem sequer ter previsão

Não posso lançar-me na aventura
Que desvendará o meu verdadeiro eu
Pois aos olhos puros isso seria loucura
E aos olhos insanos seria o apogeu

Melhor seria mantermo-nos fechados
Resguardados de emoções fugazes
Pois assim ficaríamos protegidos
Dos julgamentos também kamikazes

E assim a humanidade se revela
Vivendo os medos a ela ensinados
Mas minha pergunta insiste em agredi-la
Será esse o amor verdadeiramente inspirado?

Prefiro o despertar nas palavras
Que a quase ninguém exibirei
Pois assim não serei julgada
E minha vida em paz seguirei.
                                                                                                Mara Cristina