Mara Cristina Chacon de Mesquita
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
solidão acompanhada
...ou a velha solidão na multidão à procura de um só abraço que traga de volta a alegria jenuína que um dia na vida experimentamos, mas que um dia sem dar adeus partiu e até agora não disse quando volta, mas nessa busca já cansada mas incessante ficamos a esperar que um dia quando o coração desta infeliz felicidade a tocar de forma indefensável, ela olhe para trás e veja que deixou uma pobre pessoa a chorar de dor por não ter conseguido acompanhá-la e finalmente decida pelo retorno eterno e infindável a esta vida carente de sorrisos sinceros.
Mara Cristina Chacon de Mesquita
Mara Cristina Chacon de Mesquita
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
De braços abertos pra aprender!
Sou uma pessoa que constantemente escondo, atrás do meu sorriso, decepções, tristezas, dúvidas, incertezas,medos, enfim, uma série de sentimentos contraditórios que penso na disfarçada alegria acabo convencendo-os que melhor é se render, afinal dizia o grande Charles Chaplin : “sorri, vai mentindo a tua dor e ao mostrar que tu sorris todo mundo irá supor que és feliz”. Mas esses momentos, apesar de dolorosos, são a parte da vida que mais ensina. Quem nunca aprendeu a não doação depois de uma rejeição? Quem está livre da decepção com um suposto amigo, quando nele ou nela a confiança de suas quedas foi depositada e depois disso aprendeu a analisar melhor o “terreno onde pisa”? E aquele grande amor (ou pelo menos assim você pensava) onde um castelo de esperanças foi montado e depois viu que a base era na areia fofa da praia que a onda levou? E com isso aprendeu o que? Que o coração nunca se fecha apesar das várias declarações de “nunca mais”, porém todas as novas relações são mais cautelosas, menos passivas e que quando chega ao fim são menos sofridas,e que até mesmo amigos podemos nos tornar do antigo grande amor, mas que o sofrimento, esse a gente não consegue eliminar da vida. E o perdão? Como usaríamos o perdão se não houvesse a mágoa? A vida é feita de contrários, aceitamos opiniões de pessoas que muitas vezes não conhecemos e as recusamos de quem nos criou e nos conhece bem, porém vemos “grandes amigos” se afastarem e nos apontarem nas tribulações enquanto que aquela mão familiar que nos afagou está lá, estendida e quase falando “vem que eu te apoio”. Encontramos verdadeiros amigos onde nunca antes imaginaríamos, mas são eles (que geralmente contamos em uma mão só) os nossos companheiros de quem sabe uma vida toda, nos momentos de raiva, frustração, tristeza, decepção, na derrota, todavia também estão ao nosso lado na bagunça, na alegria, na vitória. Denomino a família e os amigos no sentido real da palavra, como pessoas que estão ao seu lado mesmo te conhecendo, porque eles reconhecem que também são passíveis de erro. Não preciso ir muito longe à história, pois nós, os considerados “corretos” e donos da verdade crucificamos o Homem de nossa Salvação e Ele, mesmo na dor, nos deu o maior exemplo de amor, deu sua vida por seus algozes! Por isso digo, sempre mantenha a mente aberta pra entender, pra perdoar, pra não julgar, pra ensinar e principalmente pra aprender, nós não temos a verdade incontestável, somos incompletos de sentimentos e de conhecimentos e nunca feche os braços para as dificuldades, pois o maior Homem do mundo morreu de braços abertos!
Dale 2011! Começamos!!!!
Mara Cristina Chacon de Mesquita
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